Coronavírus: tudo que você precisa saber sobre os testes rápidos

Coronavírus: tudo que você precisa saber sobre os testes rápidos


Com o número de novos casos e mortes provocados pelo novo coronavírus aumentando todos os dias no Brasil, além do distanciamento social, uma alternativa para a avaliação do estado imunológico de pacientes, é o teste rápido. De acordo com a Anvisa, os testes rápidos são de fácil execução e não necessitam de outros equipamentos de apoio (como os que são usados em laboratórios), e conseguem dar resultados entre 10 e 30 minutos.

A possibilidade de infecção, no entanto, não pode ser descartada por um resultado negativo. Isso porque a produção de anticorpos, no início da doença, pode não ter sido detectada pelo TR, ocasionando o falso negativo. Em casos assim, sugere-se a repetição do teste, para a confirmação, ou não, da ausência da infecção. Por outro lado, os resultados positivos mostram que a pessoa está infectada e pode transmitir o vírus, mesmo na ausência dos sintomas.

O que são os testes rápidos

Os tipos de testes rápidos para o novo coronavírus disponíveis no Brasil são testes sorológicos, capazes de detectar a presença de anticorpos que o corpo produz depois quando o vírus invade o organismo. Os testes têm uma estrutura parecida com os testes de farmácia para gravidez, daqueles em que uma fita reagente muda de cor quando os anticorpos são detectados. A maioria deles é realizada com uma gota de sangue, semelhante aos testes rápidos para controle de glicemia.

Quando fazer

Como esses testes não conseguem identificar o vírus, mas os anticorpos que o organismo humano cria para combatê-lo, eles não são eficientes se feitos ainda no início da infecção, pois é grande o risco de um resultado falso negativo (quando o resultado deveria ser positivo, mas o teste não consegue detectar a infecção). Logo, esse tipo de teste só é indicado para pacientes que estão infectados há, com no mínimo, 10 dias.

Para que são indicados

Por apenas identificarem os anticorpos, não o vírus, esses testes rápidos não são capazes de dizer se a pessoa ainda pode transmitir o vírus ou não. Além disso, a confiabilidade deles é bem mais baixa que a do teste laboratorial (PCR), por isso, eles não podem ser usados para embasar decisões como se a pessoa pode sair da quarentena. Também não existe comprovação de que alguém que já tenha esses anticorpos esteja imune à doença. A verdadeira indicação é para dizer se a pessoa teve ou não contato com o vírus.

Importante ressaltar que, os testes rápidos registrados para a Covid-19, são de uso profissional e os seus resultados devem ser interpretados por um profissional de saúde legalmente habilitado e devidamente capacitado, conforme definido pelos conselhos profissionais da área da saúde e por políticas do Ministério da Saúde.

Prefeitura de Campo Formoso – Cidade em Transformação